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na História do Museu Imperial

Patrocine a digitalização de uma de nossas coleções!



Apresentação


Desde outubro de 2009, empenhados em oferecer livre acesso ao acervo do Museu Imperial por meio do ambiente digital – crescentemente utilizado como ferramenta de busca de conhecimento pela sociedade moderna – iniciamos o processo de digitalização das coleções que compõem o acervo da instituição. No entanto, este trabalho encontra-se somente no início, visto que o Museu conta com cerca de 360 mil itens entre objetos museológicos bi e tridimensionais, documentos arquivísticos e obras raras datados do século XIII ao XX. Parte deste riquíssimo acervo artístico e histórico já está disponibilizada no portal do Museu, cujo acesso é livre para todos os usuários, permitindo a curiosos, estudantes e pesquisadores realizar uma fantástica viagem pela história do Brasil e do mundo.

Assim, almejando dar continuidade a esta missão, convidamos empresas e pessoas físicas a participarem deste imprescindível processo de difusão do conhecimento patrocinando a digitalização de uma de nossas coleções. A participação se dará sob a forma de cotas de patrocínio, à escolha do patrocinador, que terá sua marca ou seu nome relacionado à coleção eleita. Em contrapartida, o patrocinador será identificado em todas as formas de divulgação do acervo digitalizado, tanto na mídia impressa e televisiva quanto no próprio portal do Museu Imperial.

O patrocínio também pode se dar através do mecanismo de incentivos fiscais da Lei Rouanet (Lei 8.313/91), pela qual os incentivadores que apoiarem o projeto poderão ter o total, ou parte do valor desembolsado deduzido do imposto devido dentro dos percentuais permitidos pela legislação tributária.

É importante ainda ressaltar que o investimento varia de acordo com o tamanho da coleção e que os orçamentos podem ser obtidos através do contato direto com o coordenador-geral do projeto, Sérgio Abrahão (mimp.administrativa@museus.gov.br).



Conheça algumas coleções que aguardam a digitalização:



1 - Conjunto documental relativo às viagens do imperador d. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo – contemplado com a diplomação do Registro Nacional do Comitê do Programa Memória do Mundo concedida pela Unesco em 2010.

Este conjunto documental está contabilizado em 850 itens e é composto por diários pessoais, cadernetas, itinerários de viagens, correspondências, registros de visitas e contatos do imperador Pedro II, relatórios de despesa da mordomia imperial, periódicos, panfletos, programas, saudações e homenagens além de convites, desenhos – alguns de autoria do próprio imperador – e gravuras. Ele faz parte do acervo do Arquivo da Casa Imperial do Brasil (POB) doado em 1949 pelo príncipe d. Pedro de Orléans e Bragança, neto da princesa Isabel, e constitui o mais relevante conjunto documental resguardado pelo Arquivo Histórico do Museu Imperial. A partir do contato com esse acervo é possível conhecer o cotidiano das viagens realizadas pelo imperador Pedro II durante os quarenta e oito anos em que ele esteve no poder, o que permite traçar um painel sobre o século XIX e suas transformações sociais, culturais, políticas e científicas.

Dado o seu caráter de raridade, a supracitada documentação teve sua importância reconhecida pela Unesco quando da nominação do conjunto, no ano de 2010, com o Registro Nacional do Comitê do Programa Memória do Mundo.



2 - Coleção Francisco Marques dos Santos

A Coleção Francisco Marques dos Santos foi formada por meio de 78 processos de doação e aquisição, sendo composta por 294 itens de diversas naturezas. Nela se destacam objetos, que pertenceram à família imperial e a nobres do século XIX, figurando entre eles peças de porcelanas raras (Companhia das Índias), pratarias diversas, joias e medalhas de ouro, prata e bronze.

Francisco Marques dos Santos era historiador, antiquário, importante colecionador, especialista em mobiliário, numismática e prataria brasileira e ocupou o cargo de diretor do Museu Imperial de 1954 a 1967. No período de 1943 a 1969, realizou diversas doações e vendas de objetos museológicos, livros e acervo arquivístico ao Museu Imperial, conformando, ao longo desses anos, a coleção ora apresentada.



3 - Coleção Djalma da Fonseca Hermes

A Coleção Djalma da Fonseca Hermes foi formada, no Museu Imperial, a partir da compra de mais de 400 lotes de peças pelo governo Vargas, em meio aos 1.072 oferecidos na ocasião do leilão promovido pelo colecionador carioca Djalma da Fonseca Hermes. O acervo arrematado pelo governo foi dividido entre o Museu Imperial, o Museu Histórico e a Galeria do Palácio da Guanabara. Ao Museu Imperial foram confiados 357 itens dentre os quais 275 encontram-se sob a guarda do setor de Museologia ‒ pratarias, peças de porcelana, cerâmica e cristal, pinturas a óleo e objetos diversos ‒, 60 exemplares estão em poder da Biblioteca e 19 gravuras e 3 desenhos, em poder do Arquivo Histórico.

Esta coleção se destaca pelo seu valor artístico e histórico, com relevo para as pinturas a óleo de artistas como Félix Émile Taunay, Simplício de Sá, Décio Valadares, Jean-Baptiste Debret, Vale da Souza Pinto, Benjamin Parlagrecco, Arnaud Julien Pallière, Louis Auguste Le Breton entre outros.



4 - Coleção Guilherme Guinle

Esta coleção foi formada a partir de dez processos de doação, realizados de 1942 a 1959, pelo colecionador Guilherme Guinle que era contemporâneo de Djalma da Fonseca Hermes. Tal acervo, contabilizado em 411 itens, encontra-se sob a guarda do setor de Museologia e apresenta itens de extrema raridade como, por exemplo, a tela pintada a óleo, por Edoardo De Martino (pintor italiano radicado no Brasil), retratando uma visita do imperador d. Pedro II à Cascata do Itamarati, em Petrópolis. Em meio a esta coleção encontram-se também medalhas de ouro e outros metais, todas do século XIX, além de peças de mobiliário e uso pessoal de membros da família imperial brasileira.


5 - Coleção Leoni Ossovigi

A Coleção Leoni Ossovigi foi composta através de cinco processos de aquisição ocorridos entre 1948 e 1949. É formada por acervo museológico, bibliográfico e arquivístico, perfazendo um total de 436 itens entre 390 medalhas (94 de prata, 296 de bronze e outros metais), 1 garrafa de cristal, 1 colher de arroz e 26 objetos de prata, sendo todos de extrema raridade. Além destas peças, fazem parte da coleção 13 gravuras e 4 obras raras dentre as quais 3 pertenceram à princesa Maria Amélia e 1 à imperatriz Amélia.



6 – Coleção Museu Histórico de Petrópolis

A Coleção Museu Histórico de Petrópolis está diretamente vinculada aos primórdios da formação do acervo do Museu Imperial. Instalado nas dependências do Palácio de Cristal, o Museu Histórico de Petrópolis foi inaugurado em 1938, com a perspectiva de instalação de um museu histórico no antigo palácio imperial, o que ocorreria em 1940, através de um decreto-lei do governo Getúlio Vargas. Todo o acervo abrigado pelo Museu Histórico de Petrópolis seria, em seguida, transferido para o Museu Imperial, constituindo-se na sua primeira coleção.

A Coleção Museu Histórico de Petrópolis é formada por 2.212 itens e encontra-se assim disposta: Arquivo Histórico (582 itens constituindo 1.370 imagens), Biblioteca (950 itens constituindo 17.412 imagens) e Museologia (680 itens constituindo 2.644 imagens).

O acervo em questão reúne itens, como: inúmeras fotografias da família imperial – algumas referentes às viagens do imperador – e da cidade de Petrópolis (sécs. XIX e XX); fotografias de experiências aviatórias de Santos Dumont; gravuras e fotografias de autoria de artistas, como Debret, Victor Frond, Rugendas, Klumb, José Henrique Papf, Augusto Malta, G. Leuzinger, Nietzsch, Hees, Hagedorn e Marc Ferrez. Além destes itens, encontram-se, nessa coleção, objetos de fabricação indígena (arcos, flechas, machados) e objetos utilizados por escravos da fazenda Monte Café; e ainda móveis que pertenceram a membros da família imperial e outras peças, como a primeira bandeira do Império do Brasil. Além disto, fazem parte da coleção dois periódicos raros: a revista Don Quixote (75 exemplares, totalizando 600 páginas) e a Revista Ilustrada (726 exemplares – 5.808 páginas), ambas editadas por Ângelo Agostini.

Cabe ressaltar que este acervo, apesar de estar plenamente quantificado, não dispõe de nenhum mecanismo de recuperação informatizado que permita o seu conhecimento pelo público.



7 – Coleção Kopke Fróes da Fonseca

A Coleção Kopke Fróes da Fonseca é composta por 1.500 itens entre fotografias avulsas, cartões-postais e álbuns fotográficos produzidos da segunda metade do século XIX à primeira metade do século XX. Este conjunto é formado, prioritariamente, por fotografias da cidade de Petrópolis, por meio das quais é possível acompanhar, sobretudo, as mudanças urbanas ocorridas na cidade no decurso de cem anos.


8 - Coleção de Obras Raras

A Coleção de Obras Raras, que se encontra sob a guarda da Biblioteca, é composta de livros e periódicos, com itens datados a partir do século XVI, incorporados ao Museu Imperial, ao longo dos seus 70 anos de existência, por meio de doação, compra, ou transferência. Dentre os 8 mil volumes estão presentes 3.352 periódicos raros, sendo o restante composto por livros. Em meio aos periódicos figuram títulos, como: Almanach de Gotha, Almanak Laemmert, Auxiliador da Indústria Nacional, Boletim da Illustrissima Camara Municipal da Corte, Revista Brazil-Portugal (ilustrada), Diário do Congresso Nacional e Sete D’Abril entre muitos outros.

Entre mais de 4.700 livros raros, encontram-se ainda obras dos viajantes Jean-Baptiste Debret, Johann Moritz Rugendas, Sébastien Auguste Sisson, Auguste de Saint-Hilaire, John Mawe, Jean-Victor Frond, Jean-Ferdinand Denis, Maria Grahm, Henry Koster, Robert Ave-Lalemant, Jean Louis Rodolphe Agassiz, Charles Darwin, príncipe Wied Neuwied, Johan Baptiste von Spix e Carl Friedrich Philipp von Martius.

Em se tratando dos livros, já estão disponíveis para consulta na base de dados do Projeto DAMI, no portal do Museu Imperial, 41 obras que conformam a Coleção Família Imperial. Todas as demais obras aguardam a continuação do projeto.



9 - Coleção Motta Maia

Esta coleção é composta por 300 itens, sendo 268 documentos manuscritos/impressos, 17 publicações, 13 fotografias e 2 objetos museológicos. Dentre os documentos arquivísticos, encontram-se cartas, recibos, telegramas, cartões, ofícios e documentos diversos datados de 1876 a 1897, de autoria de personagens, como o imperador Pedro II, a princesa Isabel, o conde d’Eu, os príncipes d. Pedro e d. Antonio, o matemático belga Luis Cruls (de 1881 a 1908, diretor do Observatório do Rio de Janeiro), o redator Francisco Antônio Picot, os médicos Semmola, Bouchaud, Barata Ribeiro, Jean-Martin Charcot e Cata Preta entre muitos outros. As fotografias retratam membros da família imperial e os objetos museológicos são um copo de cristal e um prato de porcelana que pertenceram, respectivamente, à baronesa e ao barão de Motta Maia.

O conjunto, que compõe o arquivo particular do conde de Motta Maia, foi doado ao Museu Imperial, de 1943 a 1952, por Paulo da Motta Maia e Manuel Augusto Velho da Motta Maia, respectivamente, neto e filho do titular. Através desse acervo é possível conhecer mais sobre a vida de Manoel Cláudio Velho da Motta Maia, o conde de Motta Maia – médico e amigo de d. Pedro II –, que foi membro da Academia Imperial de Medicina, lente da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e médico da Casa Imperial, cargo no qual se conservou até a morte do imperador.



10 - Coleção Kenneth Light

É composta por 1.235 itens dos quais 1.175 são documentos manuscritos/impressos, 18 fotografias, 23 slides, 4 mapas, 6 folhetos e 9 periódicos. Dentre os documentos arquivísticos podem ser encontradas documentações referentes ao barão e à baronesa do Bonfim, ao barão de Mesquita, à família Lynch e à fazenda Paraíso – localizada em Providência, município de Leopoldina, Minas Gerais – além de documentos relativos às Companhias Davidson Univin, Espírito Santo e Caravellas Railway Ltda., Western Telegraph Ltda., Leopoldina Railway, Rio de Janeiro City Company Improvements. Neste conjunto documental encontram-se valiosas fontes para os estudiosos que se debruçam sobre a história da cafeicultura no Brasil.

A Coleção Kenneth Light foi formada a partir de doações feitas pelo pesquisador Kenneth Henry Lionel Light, nascido em 1938, descendente das famílias Mesquita, Bomfim e Lynch, por parte da mãe, e das famílias Light e Hansen, pelo lado paterno.



11 - Coleção de Porcelanas Reais, Imperiais e de Titulares

Esta coleção foi formada por processos de doação, aquisição e permuta, realizados desde a primeira década de existência do Museu Imperial, contabilizando um total de 890 peças. Tal coleção remonta ao intenso esforço realizado pelo primeiro diretor da instituição, Alcindo Sodré, que, com o objetivo de constituir o acervo do museu recém-inaugurado, empenhara-se na aquisição de peças museológicas que fizessem referência à família imperial, aos titulares do império e à história do período imperial de uma forma geral. O acervo encontra-se na reserva técnica do Museu Imperial e pouquíssimos exemplares estão inseridos no circuito de exposição permanente. Ao público em geral o seu conhecimento ainda não é possível.

A Coleção de Porcelanas Reais, Imperiais e de Titulares é composta por itens de extrema raridade e contém peças de porcelana Companhia das Índias, Limóges, Wedgwood, Copeland, Baviera e outras porcelanas francesas, inglesas e austríacas ‒ sendo muitas destas brasonadas ou monogramadas. Nesta coleção também se encontram peças que pertenceram a diversos integrantes da dinastia dos Braganças dentre as quais destacam-se os serviços de d. João VI, d. Pedro I, d. Pedro II e das imperatrizes d. Leopoldina e d. Tereza Cristina entre outros.



12 - Coleção Paranaguá

Contendo itens datados de 1772 a 1940 ‒ a maioria referente ao período imperial ‒, a Coleção Paranaguá foi formada a partir de vinte e nove doações feitas por Pedro Paranaguá, neto de João Lustosa da Cunha Paranaguá, marquês de Paranaguá, ao Museu Imperial, no período de 1940 a 1974. Esta coleção é composta por acervo de cunho arquivístico, bibliográfico e museológico, contabilizando um total de 2.750 itens, que, por questões de organização e acondicionamento, foram desmembrados, após as doações, em três setores. Até o momento, a coleção não dispõe de nenhum meio de busca integrada.

São 2.397 documentos manuscritos e/ou impressos, contendo, na maioria, cartas, muitas das quais trocadas entre o marquês de Paranaguá e diversos políticos do império dentre eles, o próprio imperador dom Pedro II, já que Paranaguá atuara no cenário político brasileiro de 1852 a 1889. Também fazem parte do acervo peças iconográficas – fotografias e desenhos, num total de 197 itens. No acervo bibliográfico, encontram-se obras raras (algumas pertencentes à família imperial) e periódicos raros, totalizando 118 itens. No acervo museológico, figuram 51 itens entre objetos que pertenceram ao marquês de Paranaguá, a Franklin Américo de Menezes, barão de Loreto, a Amanda Lustosa Paranaguá, baronesa de Loreto e aos membros da família imperial.



13 - Coleção Conde de Nioac

Esta coleção é composta por 179 documentos, sendo 12 cartas de autoria de Francisco Otaviano, 22 de Silva Paranhos, 6 de d. Pedro II, 1 do conde d’Eu, 8 do visconde de Porto Alegre, 114 do barão de Mauá, todas endereçadas ao conde de Nioac além de um recibo do Banco Mauá e um exemplar do Diário Oficial.



14 - Coleção Barral Montferrat

A Coleção Barral Montferrat é composta por três maços de cartas, que perfazem um total de 268 cartas, escritas por d. Pedro II à condessa de Barral, compreendendo os períodos de 24 de março de 1865 a 23 de maio de 1868, de 12 de janeiro de 1876 a 19 de abril de 1877 e de 15 de julho de 1879 a 26 de março de 1881.

Essas cartas, descobertas por pesquisadores nos anos 50, depois da sua doação ao Museu Imperial pelo marquês de Barral e Monferrat (neto da condessa), em 1948, suscitaram diversos debates no tocante ao envolvimento do imperador com a condessa, levando muitos a defender a existência de um romance e outros a afirmar que tal relacionamento estava restrito a uma forte amizade. O conjunto de cartas já foi utilizado como fonte para a confecção de trabalhos de cunho biográfico, mas ainda suscita questionamentos até os dias atuais. Entrementes, este conjunto também é importante referência para os estudos relativos ao cotidiano político e econômico do Brasil já que em muitas cartas d. Pedro II pede conselhos dessa natureza à condessa de Barral.



 

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